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Do sofrimento emocional nas relações amorosas.

  • Foto do escritor: Luciana Netto
    Luciana Netto
  • 1 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de jul. de 2025


mulher olhos fechados desolada apoia cabeça no dorso de sua mão e recosta a cabeça numa janela de vidro

Então, você está enfrentando um grande sofrimento emocional pelo término de uma relação amorosa. Isto não sai da sua cabeça e não te deixa em paz. Relacionamentos amorosos são complexos e, muitas vezes, desafiadores. Viver uma relação amorosa é, em muitos casos, viver uma montanha russa de sentimentos confusos e diversos. Vivemos constantes conflitos internos, que são densos e trabalhosos. Temos medo de ficar sozinhos, mas, acompanhados, também estamos insatisfeitos. Medo de perder o parceiro(a), sentimento de frustração na relação, decepção ou desconfiança do outro com quem estamos, ciúmes, dúvidas e angústias que não cessam de querer se expressar. Quanto sofrimento emocional rodando em círculos dentro da sua cabeça. Não é fácil conter tudo isso dentro da gente. Por que, para algumas pessoas, relacionar-se amorosamente gera muita dor e muito trabalho afetivo e mental? Quando estamos numa relação de troca amorosa com alguém, estamos conversando, inconscientemente, dentro de nós com nossa autoimagem, com nossa identidade, com nossas demandas de amor e com a forma como nós fomos amados ao longo de toda nossa vida. Estamos dialogando com nosso desejo de ser amado, com a importância da leitura e do reconhecimento que o outro faz do que conseguimos transmitir e expressar e, também, com o que não estamos conseguindo transmitir e expressar. Ocupamos certos lugares nas relações amorosas e familiares e não nos damos conta disso, porque não são lugares pensados racionalmente. São lugares que vão se estabelecendo através das trocas afetivas, mas que também são pré-estabelecidos por nós sem que a gente se dê conta. Na trocas amorosas, muito do que vivemos nos tempos da infância se atualiza de forma inconsciente. Isto pode parecer estranho e longínquo em relação ao que vivemos hoje, mas é frequente estarmos trabalhando nossa história infantil nos tempos do hoje. O outro (nosso parceiro(a), namorado(a), marido ou esposa) é sempre diferente de nós e lidar com a diferença é angustiante e trabalhoso. Não só pela diferença em si, mas também porque este outro não corresponde nem se assemelha aos outros de importância que fizeram parte da nossa história.

O campo da angústia é fonte de sofrimento emocional, mas aprender a manejar a angústia pode ser nossa via de transformação subjetiva. E só conseguimos fazer isso através de uma processo de psicoterapia que se reverte em autoconhecimento. Se estamos sempre repetindo as mesmas histórias amorosas, se buscamos sempre o mesmo padrão de parceiro(a), se os desfechos dos nossos relacionamentos afetivos são sempre muito parecidos, devemos buscar ajuda de um profissional psicólogo. Esta problemática amorosa pode fazer parte de um sintoma que nos aprisiona e, muitas vezes, impede que a gente possa, de fato, ser feliz ao lado de alguém interessante e importante para nós. Nossos afetos, nossas angústias são muito importantes. Devemos sempre valorizá-los cuidando do que sentimos para cuidar da gente! O sofrimento emocional nas relações amorosas pode ser um sinal de que você precisa cuidar de você.



 
 
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